Que tal, Chicos?
Aqui, inacreditavelmente, estou assando! Nao sei o que acontece com o tempo nessa cidade!? Era para estar em torno dos 7, 10 graus, como na semana passada, mas 23 graus?!?! Es demasiado!
Uh, la, la! Desse jeito passo o natal de biquini em Saint Tropez, ao lado das estrelas e nobres europeus! Piada, né? Acho que o máximo que farei no Natal é ir até a varanda de casa ouvir a festa dos outros para nao me sentir muito sozinha! Ao menos tenho a vantagem de estar na Espanha, onde todos falam bastante alto, se estivesse no Japao... Suicidio, na certa!
Bem, hoje finalmente me mudei de casa, havia jurado que nao faria "estardalhaço", festa, etc, que somente enviaria um email quando estivesse adaptada ao meu quarto (menor que o quartinho de passar roupa de casa), mas nao consigo!
Preciso dividir com os outros a alegria de morar a um espirro do Retiro, a uns passos do Museu do Prado, tá bom a muitos passos, uns 15 minutos, Reina Sofia, até esse apenas 10 minutos, juro, e etc! Em um ap. dividido com um espanhol, um polaco e uma norte-americana, com uma sala grande e até uma varandinha! Luxo por aqui! E quase 100 euros mais barato do que eu pagava! Economia a ser, obviamente, revertida em viagens e rumbas (balada no linguajar latino)!
Nao, nao moro mais em Salamanca, moro mais perto do centro e na mesma linha do metro da faculdade! Para comemorar, hoje, lembrando os meus tempos de estágio, quando ia de trem ao forum de Barueri e acordava em Presidente Altino, desesperada com medo de ter perdido o prazo (bons tempos, saudades), putsa, dormi no metro e acordei na estaçao final! Antes ficava mais ligadinha, mas como agora nao tenho que fazer nenhuma baldeaçao! Ts, já viu! Abracei a mochila e sonhei! Cheguei atrasada na aula!
E que aula! Primeiro dia da primeira semana de aula em ingles! Madre Mia, alguém pode dizer para o ator principal de "à espera de um milagre" (meu professor) tirar a bala da boca para falar? Feitas as provas, caí na sala "advanced" e agora além de entender inglês, me exigem que eu entenda esse dialeto que esse senhor fala! Porfavor?Resumindo, o único que entendi de toda a aula, foi "sorry, i´m late, may i?", que, por acaso, foi dito por mim!
No mais, continuamos comemorando! Um dia porque acabamos os trabalhos, outro dia porque nao teremos aula amanha, outro dia porque a aula acabou cedo, outro dia porque é aniversário, bom esse master! Sábado saímos para comemorar o aniversário de uma das meninas, mas nao a encontramos...e na busca desesperada pela aniversariante, 3 bares, 3 litros de sangria, uma discoteca e viva o ano da França!
Falei demais! É para compensar que nao abri a boca na aula de hoje!
Beijos,
Pri Carmona
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A primeira noite a gente nunca esquece - Madrid, outubro de 2009
Hola, Guapos!
Bem, depois de um bode master por nao ter onde morar, dei até umas choradinhas diante da situaçao, resolvi que era preciso sair de casa, nao que um dia eu tivesse parado, e mandei email e sms para todo mundo que conhecia e nao conhecia!
Resultado - que noite de sábado! Jantei com umas amigas (Re, jantei com a Vero e cia, vc tem que vir nos visitar) e saí correndo para encontrar um amigo e uma amiga, até entao desconhecidos, mas com uma ótima indicaçao (Ka, finalmente conheci a Maria, que linda e que buena gente)!
Foi maravilhoso, conheci dois bares em Chueca, o bairro bohemio, gay, intelectual e divertido de Madrid, contei moedinhas, me contive em uma cerveja em cada bar, cerveja em euros custa muito e vi que Salamanca é um bairro pirro (Patricinha e Mauricinho) demais e até um pouco coxinha para se viver, o que ampliou bastante o meu leque de opçoes em busca do tesouro perdido = um quarto!
Resumindo porque sao muitos detalhes e sei que nem todo mundo está nessa boa vida de escolher o que fazer e em qual momento, terminei a minha noite numa balada chamada Charada, um lugar meio underground, com musicas bizarras e pessoas mais bizarras ainda!
Sensacional, dei muitas risadas e o melhor, fui do jeito que tava, calça jeans, sapatinho baixo, casaco, e me senti super bem! Nada daquela neura de gastar horas para se arrumar, como em Sampa. Tinha de tudo, all star, havaianas, bicos finos, heteros, homos, e, sobretudo, muitas meia-calças desfiadas, deve estar na moda nao é possível!
Destaque da noite vai para a Amy Winehouse espanhola! Meia-calca desfiada, como nao, shortinhos minusculo, soutien preto (juro), barriga de fora e claro, um cabelao com um mega topete de um lado e um laço preto de outro! Pode?
Sim, aqui nao só pode, como deve...Era uma fila no espelho do banheiro para fazer penteados exoticos, que Madre Mia! Detalhe, a pia sempre vazia...Só eu lavo a mao aqui?
No mais, quase conheci o homem da minha vida, bonitao, andaluz (= de Andalucia, regiao sul da Espanha), estiloso e artista plastico...
Ops....bonitao, estiloso e artista plastico em Chueca? Tststststs, diz a lenda que será homem só na próxima encarnaçao! Sorte do Fred, o artista plàstico com quem vivo atualmente...
É isso! Besos!
Carmona
PS: PARABENS aos que sobreviveram à jornada de DIPJ! Agora é hora de parar de brincar de sudoku, cruzadinha e voltar a trabalhar de verdade! kkk!
Bem, depois de um bode master por nao ter onde morar, dei até umas choradinhas diante da situaçao, resolvi que era preciso sair de casa, nao que um dia eu tivesse parado, e mandei email e sms para todo mundo que conhecia e nao conhecia!
Resultado - que noite de sábado! Jantei com umas amigas (Re, jantei com a Vero e cia, vc tem que vir nos visitar) e saí correndo para encontrar um amigo e uma amiga, até entao desconhecidos, mas com uma ótima indicaçao (Ka, finalmente conheci a Maria, que linda e que buena gente)!
Foi maravilhoso, conheci dois bares em Chueca, o bairro bohemio, gay, intelectual e divertido de Madrid, contei moedinhas, me contive em uma cerveja em cada bar, cerveja em euros custa muito e vi que Salamanca é um bairro pirro (Patricinha e Mauricinho) demais e até um pouco coxinha para se viver, o que ampliou bastante o meu leque de opçoes em busca do tesouro perdido = um quarto!
Resumindo porque sao muitos detalhes e sei que nem todo mundo está nessa boa vida de escolher o que fazer e em qual momento, terminei a minha noite numa balada chamada Charada, um lugar meio underground, com musicas bizarras e pessoas mais bizarras ainda!
Sensacional, dei muitas risadas e o melhor, fui do jeito que tava, calça jeans, sapatinho baixo, casaco, e me senti super bem! Nada daquela neura de gastar horas para se arrumar, como em Sampa. Tinha de tudo, all star, havaianas, bicos finos, heteros, homos, e, sobretudo, muitas meia-calças desfiadas, deve estar na moda nao é possível!
Destaque da noite vai para a Amy Winehouse espanhola! Meia-calca desfiada, como nao, shortinhos minusculo, soutien preto (juro), barriga de fora e claro, um cabelao com um mega topete de um lado e um laço preto de outro! Pode?
Sim, aqui nao só pode, como deve...Era uma fila no espelho do banheiro para fazer penteados exoticos, que Madre Mia! Detalhe, a pia sempre vazia...Só eu lavo a mao aqui?
No mais, quase conheci o homem da minha vida, bonitao, andaluz (= de Andalucia, regiao sul da Espanha), estiloso e artista plastico...
Ops....bonitao, estiloso e artista plastico em Chueca? Tststststs, diz a lenda que será homem só na próxima encarnaçao! Sorte do Fred, o artista plàstico com quem vivo atualmente...
É isso! Besos!
Carmona
PS: PARABENS aos que sobreviveram à jornada de DIPJ! Agora é hora de parar de brincar de sudoku, cruzadinha e voltar a trabalhar de verdade! kkk!
Mudança de endereço, Plaza Mayor, sem número - Madrid - outubro de 2009
Hola, Chicos!
Esqueçam tudo o que falei sobre o piso no último e-mail, sim, sou a mais nova sem teto de Madrid! Uma longa história, mas em resumo: quem disse que é só brasileiro que gosta de levar vantagem?
Pois é, 14º dia em Madrid e a primeira lição: desconfie de pessoas que usam rastas, elas podem estar querendo esconder mais do que um cabelo por trás das tranças imundas! Que decepção! Antes quebrar a cara agora do que mais para frente!
Conversando com os outros habitantes da casa, descobri barbaridades, mas ganhei dois "amigos" figuraças!
Fred, um artista plástico engraçadíssimo que acorda cantando e quebrou o galho de me emprestar a sua chave hoje, já que a minha foi gentilmente tomada, e, Aitziber, uma española bem sangue quente que disse que se soubesse das mancadas da Montse conosco antes, teria nos convidado para fazer um acampamento em seu quarto!
Saíremos todos dia 01º de novembro, ou seja, estou de volta aos processos seletivos espanhóis = busca por piso! Como a procura é muito maior do que a oferta, haja seleção! Tá pior do que medicina na Fuvest! Torçam por mim! Se ainda fosse igual ao processo seletivo da PwC = com algumas margens de erro, olhem para mim, certamente já teria casa! Mas como não é...
Por fim, segunda lição de Madrid ou melhor universal, mas que me recusava a acreditar até agora: decididamente ódio e amor caminham juntos! Até ontem odiava gatos e hoje amo o Bajo, o mascote da casa! Olho pra ele e tenho vontade de chorar em pensar que vou deixá-lo aqui! O bichano é mega inteligente e carinhoso! Me preocupo pensando em todos os chicos por quem um dia senti algum sentimento próximo a ódio...pqp! Espero que a teoria só se confirme com felinos!
É isso, cartas, e-mails, presentes: Plaza Mayor, sem número! Respondendo à pergunta da Van, sim, tem UIFI (WIFI na pronúncia espanhola) lá! Estou feita!
Beijos com carinho!
Pri Carmona
PS: Apesar das brincadeiras, não se preocupem comigo! Graças a Deus e à bondade humana, tenho onde ficar depois do dia 1º, caso ainda não tenha encontrado um piso!
PS2: Detalhes dos examinadores do vestibular em um próximo email! Apenas adiantando um pouco, ansiedade é f..., estive hoje com a sósia da Donatella Versace!! KKK!!
Esqueçam tudo o que falei sobre o piso no último e-mail, sim, sou a mais nova sem teto de Madrid! Uma longa história, mas em resumo: quem disse que é só brasileiro que gosta de levar vantagem?
Pois é, 14º dia em Madrid e a primeira lição: desconfie de pessoas que usam rastas, elas podem estar querendo esconder mais do que um cabelo por trás das tranças imundas! Que decepção! Antes quebrar a cara agora do que mais para frente!
Conversando com os outros habitantes da casa, descobri barbaridades, mas ganhei dois "amigos" figuraças!
Fred, um artista plástico engraçadíssimo que acorda cantando e quebrou o galho de me emprestar a sua chave hoje, já que a minha foi gentilmente tomada, e, Aitziber, uma española bem sangue quente que disse que se soubesse das mancadas da Montse conosco antes, teria nos convidado para fazer um acampamento em seu quarto!
Saíremos todos dia 01º de novembro, ou seja, estou de volta aos processos seletivos espanhóis = busca por piso! Como a procura é muito maior do que a oferta, haja seleção! Tá pior do que medicina na Fuvest! Torçam por mim! Se ainda fosse igual ao processo seletivo da PwC = com algumas margens de erro, olhem para mim, certamente já teria casa! Mas como não é...
Por fim, segunda lição de Madrid ou melhor universal, mas que me recusava a acreditar até agora: decididamente ódio e amor caminham juntos! Até ontem odiava gatos e hoje amo o Bajo, o mascote da casa! Olho pra ele e tenho vontade de chorar em pensar que vou deixá-lo aqui! O bichano é mega inteligente e carinhoso! Me preocupo pensando em todos os chicos por quem um dia senti algum sentimento próximo a ódio...pqp! Espero que a teoria só se confirme com felinos!
É isso, cartas, e-mails, presentes: Plaza Mayor, sem número! Respondendo à pergunta da Van, sim, tem UIFI (WIFI na pronúncia espanhola) lá! Estou feita!
Beijos com carinho!
Pri Carmona
PS: Apesar das brincadeiras, não se preocupem comigo! Graças a Deus e à bondade humana, tenho onde ficar depois do dia 1º, caso ainda não tenha encontrado um piso!
PS2: Detalhes dos examinadores do vestibular em um próximo email! Apenas adiantando um pouco, ansiedade é f..., estive hoje com a sósia da Donatella Versace!! KKK!!
De volta ao velho continente - endereço Madrid - outubro de 2009
Hola, Personas!
Atendendo a pedidos, segue um e-mail com as últimas novidades!
A chegada em Madrid foi maravilhosa, aliàs, nao dava para ter sido diferente, essa cidade é genial e tive o privilégio de ser muiiiiiiiiiiiiiiito bem recebida pela Gui, a caridosa dona da casa onde ficarei por mais uns dias (tks pela indicaçao, Marcao, essa é pra casar, hein!), pela Pati, brasuca gente bonissima que ja esta aqui ha um tempo (tks pela indicacao, Val, estamos esperando vc e o Mau), pela Cá, velha conhecida de Coimbra, e pela Vero (orbigada pela indicacao, Cynthia!!!), que me apresentou a mais umas sete espanholas, com quem tomei umas cervezitas sábado e conheci o Yellow K de Madrid! Lembrei mto do povo do Mack e da PwC!
Mal cheguei e já saí para ir atrás de quarto! Teve cada piada! Quarto de empregada que mal cabia uma cama, quarto separado de outro quarto por um vidro e uma cortina, banheiro dentro da cozinha, o que vi em duas casas diferentes e etc!
Teve uma desilusao, amei um piso ao lado do Retiro, mas fui rejeitada pelos proprietarios da casa (kkkk), o que fez ressurgir o sentimento de rejeíçao dos Jogos Juridicos de 2004, quando assaltaram a nossa casa, experimentaram todas as minhas roupas e nao levaram nenhuma! Devo ser muito brega mesmo!
Mas apesar da rejeiçao, tendo em vista a fé de que se aquele piso nao deu certo é pq havia algo de melhor reservado para mim, mantive a calma e até dei umas saidinhas para me divertir um pouquinho!
Finalmente, depois de algumas tapas (Wi, fala para o Pai que estou me matando de comer calamares e o agradeço porque foi ele que me ensinou a gostar de calamares, como prato de entrada do Lellis), alguns vinhos (delícia) e unas cervezitas, encontrei a minha casa!
É um piso em Salamanca, melhor bairro de Madrid, que dividirei com uma espanhola muito alternativa e gente boníssima com uns rastas na cabeça (já estou me imaginando recolhendo rastas pelo banheiro e nao fios de cabelo), uma francesa professora de flamenco, um(a) terceiro(a) habitante ainda desconhecido e um gato persa! Virzi, um gato? Sim, um gato, é chegada a hora de perder o medo dos felinos...
Só me mudo pra lá dia 15, mas já anotem o endereço para pesquisas no google maps, cartas (será que alguém ainda escreve?) e eventuais visitas: Calle Lombia, 8 - 2.1., CEP 28009, Salamanca, Madrid!
No mais, ontem comecaram as minhas aulas e madre mia, tive vontade de chorar! Aulas das 13 as 21 e com uma galera mtoooooooooooooooo boa! Segunda aula e começamos a resolver um caso de reestruturaçao societaria (como assim? achei que o primeiro dia fosse so de apresentacoes!), senti-me a mais BURRA perto da galera que estava ali!
E desde ontem, vida nova, chega de cervezitas, vinhos e tapas de boas vindas a Madrid, é preciso economizar, estudar (o curso vai ser bem pauleira) e ir atrás de um job!
Já escrevi demais!
Beijos com muito carinho e saudades!
Pri Carmona
PS: Mas me deu uma coceirinha ao passar pela vitrine da Zara e da Stradivarius hoje...
PS2: Marst, quer me fazer morrer de chorar? Achei um dos seus bilhetes hoje, madre mia! Vi que tem mais, mas vou le-los em doses homeopaticas!
PS3: Ngm merece passar calça social!
PS4: Aos que me escreveram email, peço um tiquinho de paciencia, responderei todos ate o final de semana!
Atendendo a pedidos, segue um e-mail com as últimas novidades!
A chegada em Madrid foi maravilhosa, aliàs, nao dava para ter sido diferente, essa cidade é genial e tive o privilégio de ser muiiiiiiiiiiiiiiito bem recebida pela Gui, a caridosa dona da casa onde ficarei por mais uns dias (tks pela indicaçao, Marcao, essa é pra casar, hein!), pela Pati, brasuca gente bonissima que ja esta aqui ha um tempo (tks pela indicacao, Val, estamos esperando vc e o Mau), pela Cá, velha conhecida de Coimbra, e pela Vero (orbigada pela indicacao, Cynthia!!!), que me apresentou a mais umas sete espanholas, com quem tomei umas cervezitas sábado e conheci o Yellow K de Madrid! Lembrei mto do povo do Mack e da PwC!
Mal cheguei e já saí para ir atrás de quarto! Teve cada piada! Quarto de empregada que mal cabia uma cama, quarto separado de outro quarto por um vidro e uma cortina, banheiro dentro da cozinha, o que vi em duas casas diferentes e etc!
Teve uma desilusao, amei um piso ao lado do Retiro, mas fui rejeitada pelos proprietarios da casa (kkkk), o que fez ressurgir o sentimento de rejeíçao dos Jogos Juridicos de 2004, quando assaltaram a nossa casa, experimentaram todas as minhas roupas e nao levaram nenhuma! Devo ser muito brega mesmo!
Mas apesar da rejeiçao, tendo em vista a fé de que se aquele piso nao deu certo é pq havia algo de melhor reservado para mim, mantive a calma e até dei umas saidinhas para me divertir um pouquinho!
Finalmente, depois de algumas tapas (Wi, fala para o Pai que estou me matando de comer calamares e o agradeço porque foi ele que me ensinou a gostar de calamares, como prato de entrada do Lellis), alguns vinhos (delícia) e unas cervezitas, encontrei a minha casa!
É um piso em Salamanca, melhor bairro de Madrid, que dividirei com uma espanhola muito alternativa e gente boníssima com uns rastas na cabeça (já estou me imaginando recolhendo rastas pelo banheiro e nao fios de cabelo), uma francesa professora de flamenco, um(a) terceiro(a) habitante ainda desconhecido e um gato persa! Virzi, um gato? Sim, um gato, é chegada a hora de perder o medo dos felinos...
Só me mudo pra lá dia 15, mas já anotem o endereço para pesquisas no google maps, cartas (será que alguém ainda escreve?) e eventuais visitas: Calle Lombia, 8 - 2.1., CEP 28009, Salamanca, Madrid!
No mais, ontem comecaram as minhas aulas e madre mia, tive vontade de chorar! Aulas das 13 as 21 e com uma galera mtoooooooooooooooo boa! Segunda aula e começamos a resolver um caso de reestruturaçao societaria (como assim? achei que o primeiro dia fosse so de apresentacoes!), senti-me a mais BURRA perto da galera que estava ali!
E desde ontem, vida nova, chega de cervezitas, vinhos e tapas de boas vindas a Madrid, é preciso economizar, estudar (o curso vai ser bem pauleira) e ir atrás de um job!
Já escrevi demais!
Beijos com muito carinho e saudades!
Pri Carmona
PS: Mas me deu uma coceirinha ao passar pela vitrine da Zara e da Stradivarius hoje...
PS2: Marst, quer me fazer morrer de chorar? Achei um dos seus bilhetes hoje, madre mia! Vi que tem mais, mas vou le-los em doses homeopaticas!
PS3: Ngm merece passar calça social!
PS4: Aos que me escreveram email, peço um tiquinho de paciencia, responderei todos ate o final de semana!
Welcome to Russia - viajando em 2008
Ow, pra variar perdemos a hora, essa historia de emendar balada com trem ou aviao nao esta dando mto certo, mas ok, corremos mto e conseguimos chegar a tempo de pegar o trem p S. Petesburgo! E, de quebra, ainda aproveitamos a ultima noite em Helsinki, uma das melhores!
O trem eh meio tosconildo, mas ok, as poltronas reclinam, teremos umas 6 horas de sono ate a Russia ou nao!!! Decididamente nao!!! Olham os nossos passaportes 3x, da ultima vez levam-os embora e anunciam que nao podemos sair dos nossos lugares ate que os tivessemos de volta!!! Meu xixi ja esta na guela, mas eh preciso aguentar, pensou nao entrar na russia por ter ido fazer xixi???? Minha revolta eh tanta e minha vontade de fazer xix tamanha que morro de vontade de sair gritando "Viva a Georgia" pelo corredor, mas espero a vontade passar!!!!
Finalmente, recupero os meus passaportes, rostos rudes, expressoes bravas, o trem para, corro para fazer xixi e quando vou dar a descarga vejo o aviso de que o banheiro somente poderia ser usado quando o trem estivesse em movimento!!!! PQP!!!! Ainda bem que ja tinha minha licenca pra entrar na Russia!!!!
A chegada ao hostel eh tensa, nenhuma indicacao, realmente ninguem fala ingles, um policial tenta nos ajudar e se irrita cada vez mais!!!! Quase grita conosco pq nosso email esta em ingles, no minimo engracado, antes de chegar a ser tragico!!!!
Finalmente conseguimos entrar no hostel!!!! O predio cheira a xixi, alias a cidade inteira, certamente eh o pior predio em que ja estive, conseguiu ganhar de Cracovia, o quarto razoavelmente ok, mas apenas 2 banheiros para 20 pessoas!!!!
Mais tarde, tomo banho e tenho que sair correndo, pq o recepcionista fica batendo na porta, dizendo que inundei o andar de baixo e o vizinho estava brigando!!!! Bizarro!!!! Ninguem me avisou que era proibido tomar banho!!!!
Saimos em busca de comida as 23 e tanto da noite, sem saber, acabamos entrando em um restaurante azerbaijano e, sem uma gota de alcool no sangue, juro, eu e a Marta (alema com quem morei em Coimbra) nos tornamos o centro das atencoes dancando ao lado das azerbaijanas!!!! Choro de rir!!!!
Comeco a achar S Petesburgo mais bonita, o que se confirma quando chego no hostel e sou recebida com um copo de vodka!!!! festa na cozinha!!!! mal saberia o que veria la dentro!!!
Resumindo, a Russia eh uma selva, se achava que em Berlin e Helsinki as pessoas eram loucas e Estocolmo, exageradamente rosa (a melhor cidade ate agora, com certeza), eh porque ainda nao conhecia a Russia!!!
Nao quero nem ver os proximos dias!!! Precisamos de interpretes!!!
beijos!
O trem eh meio tosconildo, mas ok, as poltronas reclinam, teremos umas 6 horas de sono ate a Russia ou nao!!! Decididamente nao!!! Olham os nossos passaportes 3x, da ultima vez levam-os embora e anunciam que nao podemos sair dos nossos lugares ate que os tivessemos de volta!!! Meu xixi ja esta na guela, mas eh preciso aguentar, pensou nao entrar na russia por ter ido fazer xixi???? Minha revolta eh tanta e minha vontade de fazer xix tamanha que morro de vontade de sair gritando "Viva a Georgia" pelo corredor, mas espero a vontade passar!!!!
Finalmente, recupero os meus passaportes, rostos rudes, expressoes bravas, o trem para, corro para fazer xixi e quando vou dar a descarga vejo o aviso de que o banheiro somente poderia ser usado quando o trem estivesse em movimento!!!! PQP!!!! Ainda bem que ja tinha minha licenca pra entrar na Russia!!!!
A chegada ao hostel eh tensa, nenhuma indicacao, realmente ninguem fala ingles, um policial tenta nos ajudar e se irrita cada vez mais!!!! Quase grita conosco pq nosso email esta em ingles, no minimo engracado, antes de chegar a ser tragico!!!!
Finalmente conseguimos entrar no hostel!!!! O predio cheira a xixi, alias a cidade inteira, certamente eh o pior predio em que ja estive, conseguiu ganhar de Cracovia, o quarto razoavelmente ok, mas apenas 2 banheiros para 20 pessoas!!!!
Mais tarde, tomo banho e tenho que sair correndo, pq o recepcionista fica batendo na porta, dizendo que inundei o andar de baixo e o vizinho estava brigando!!!! Bizarro!!!! Ninguem me avisou que era proibido tomar banho!!!!
Saimos em busca de comida as 23 e tanto da noite, sem saber, acabamos entrando em um restaurante azerbaijano e, sem uma gota de alcool no sangue, juro, eu e a Marta (alema com quem morei em Coimbra) nos tornamos o centro das atencoes dancando ao lado das azerbaijanas!!!! Choro de rir!!!!
Comeco a achar S Petesburgo mais bonita, o que se confirma quando chego no hostel e sou recebida com um copo de vodka!!!! festa na cozinha!!!! mal saberia o que veria la dentro!!!
Resumindo, a Russia eh uma selva, se achava que em Berlin e Helsinki as pessoas eram loucas e Estocolmo, exageradamente rosa (a melhor cidade ate agora, com certeza), eh porque ainda nao conhecia a Russia!!!
Nao quero nem ver os proximos dias!!! Precisamos de interpretes!!!
beijos!
78 aeroportos em menos de 72 horas - viajando em 2008
Queridosssssssss!
E-mail breve pq a internet é cara e o tempo escasso!
Enfim, enganou-se quem achou que os equivocos aeroportuarios parariam com a troca de GRU por Congonhas! Perdemos o nosso vôo para Berlin na manhã do lindo dia de hoje!
Ate agora soh trapalhadas, das feias, voltei a ser mais portuga do que nunca e muitas risadas!
Breve resumo - estamos dormindo no quarto de um sr. q morreu há menos de uma semana, ficamos trancadas do lado de fora da casa no meio da madruga, enlouquecemos as vendedoras da zara com o jogo de peças entre dois vetsiarios de lados opostos, ficamos sem comida e transporte às duas da matina, finalmente conseguimos comida e entrar em casa e fomos comer na varanda para nao acordar ninguem com o barulho e qd achavamos q nada mais podia acontecer, entraram no banheiro cuja janela dá para varanda e só restou rezar para que o numero escolhido fosse o um!
Pode? Pode e pra encerrar, banho de lencinhos umedecidos, corrida ate o aeroporto, bem ao estilo europeias, sem tomar banho, jumbo de lenços umedecidos e saco de dormir na mao e descobrimos q o check in ja estava fechado ha 5 minutos, arghhhhhhhh..
Pensam que acabou? Nada, só há pouco entendi o pq estava apitando em todos os lugares pelos quais passava, esqueci de devolver a plaquinha de 6 peças da Zara e ando apitando por todos os lados! Genial!
Portugal continua magico! E eu mais atraplahada do que nunca!
Beijao
E-mail breve pq a internet é cara e o tempo escasso!
Enfim, enganou-se quem achou que os equivocos aeroportuarios parariam com a troca de GRU por Congonhas! Perdemos o nosso vôo para Berlin na manhã do lindo dia de hoje!
Ate agora soh trapalhadas, das feias, voltei a ser mais portuga do que nunca e muitas risadas!
Breve resumo - estamos dormindo no quarto de um sr. q morreu há menos de uma semana, ficamos trancadas do lado de fora da casa no meio da madruga, enlouquecemos as vendedoras da zara com o jogo de peças entre dois vetsiarios de lados opostos, ficamos sem comida e transporte às duas da matina, finalmente conseguimos comida e entrar em casa e fomos comer na varanda para nao acordar ninguem com o barulho e qd achavamos q nada mais podia acontecer, entraram no banheiro cuja janela dá para varanda e só restou rezar para que o numero escolhido fosse o um!
Pode? Pode e pra encerrar, banho de lencinhos umedecidos, corrida ate o aeroporto, bem ao estilo europeias, sem tomar banho, jumbo de lenços umedecidos e saco de dormir na mao e descobrimos q o check in ja estava fechado ha 5 minutos, arghhhhhhhh..
Pensam que acabou? Nada, só há pouco entendi o pq estava apitando em todos os lugares pelos quais passava, esqueci de devolver a plaquinha de 6 peças da Zara e ando apitando por todos os lados! Genial!
Portugal continua magico! E eu mais atraplahada do que nunca!
Beijao
Roda-Viva, voltando para casa - janeiro de 2006
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"
Falem Pessoas Queridas!
Sei que meu email, o último, tô voltando pra casa, pra formatura, pra A.A.A, entre outros, deveria ter um tom mais alegre, afinal tive um ano perfeito, mas vamos combinar que tá difícil, muito difícil, "copiou farinha?"
É claro que estou feliz por rever os amigos, a família, minha avó linda e até meu cachorro, mas é penoso colocar um ponto final na que foi a melhor fase da minha vida, fase em que chorei muito sozinha, senti a avassaladora e cruel solidão de perto em um quartinho escuro com uma janela pequena, senti de verdade saudades e dor por causa dela, mas também realizei inúmeros sonhos, morei em um país diferente, viajei pacas, como viajei, festejei bastante, fiz novos amigos, me apaixonei e curti ainda mais as artes plásticas, música e literatura, entre outros.
Enfim, não é hora de lamentações, fui a pessoa mais feliz e realizada nesses últimos meses, vim para cá em busca de amadurecimento e acho que consegui alcançá-lo (óbvio que parcialmente, afinal somos eternos aprendizes), sou feliz, muito feliz por isso, aprendi a viver, a ter qualidade de vida (decidamente sampa é desumana, vou fugir daí assim que me formar), finalmente dei um dane-se para o que as pessoas pensam de mim, abandonei a minha ridícula pretensão de tentar ser perfeita e agradar a tudo e a todos e também a minha ânsia em querer abraçar o mundo e fazer 700 faculdades e 500 estágios ao mesmo tempo, revi todos os meus conceitos e hoje vivo pra mim e por mim, não virei egoísta, só deixei de ser aquela criança que chorava no jardim de infância quando errava e tinha que usar a borracha e que sempre tentou agradar toda a família, professores, amigos...O aprendizado foi tanto que a partir deste ano passarei a comemorar dois aniversários por ano, o dia em que eu nasci e o dia em que vim pra Portugal. Ah, o próximo é a semana que vem! Dureza, hein, Cris, teremos que ressucitar a Kimmy!
E é por tudo isso que hoje sou só agradecimentos, agradecimento aos meus pais pela oportunidade, confiança e carinho, ao Wi pelo eterno apoio (vc foi o único que captou que estudar era pretexto, filho da mãe, às vezes acho que vc me conhece mais do que eu mesma), à minha Avó linda por toda a saudades que me fez sentir (certeza que foi por ela que mais chorei) e pelas ligações frequentes, à família que sei que torceu por mim (tia Marly e suas sagradas ligações todos os domingos, Meroca e a sua inesquecível visita e ouvido amigo, Wladao pelos emails, Tia Clau e Tio Wil e Lissandra pela cia. no msn, Tia Maile, Wagnão, enfim, todos os tios e primos lindos (Mi, Ka, Gi, Re, a dupla ovski - Cyrovski e Juliovski, Si, Wal, André...) que privilégio ter nascido na família Carmona!!
Agradecimentos também aos amigos que me incentivaram e que me deixaram morta de saudades, Bi, Cris, Malu, Hilb, Cor, Karin, Pi, Aninha, Karina, Flavia, Ellen, Pá Banana, Tiago, Karime, Ines, Carolzita, Kmis, Klebs, Le, Ro, Fer (o da dança de "Quem vai ficar com Mary", vc também tá na lista, cabeção!), Marvina, Jo, Profs. Rita e Fornaciari, Amandinha, Re e seus "se cuida", Gabi, Ghe, Vivs (quero a festa e a recepção com AQUELES CONVIDADOS, hein), etc.
Agradecimentos aos amigos que viram família quando estamos longe de casa, a cave vai ficar pra sempre no meu coração, Mualide (madrasta, nutricionista, conselheira...), Jenny, Yasmine, Marta Psicopata (te espero no Brasil para abrirmos a nossa discoteca!), Margreet, Kika...Obrigada por tudo, amo vcs! Xac, vc também tá na lista!
Agradecimentos também à turma do 2º semestre, Carol, Patis, Fer, Ana, Lucas, Kelen, Marcelle, Marina e nosso curso em Haia, Fer de Ponta Grossa e Vivi (as melhores cias. para se jantar às sextas!), enfim à toda a patota brazuca que tornou meus dias mais alegres aqui em Coimbra, em especial Morgans, Moni (salve vizinha do narizinho bizarro), Zé Nants, Déia, Camis (te vejo em breve), Martinha, minha irmã portuga e toda a sua família e Su e Pedro (obrigada por terem vindo ao jantar).
Enfim, a lista é enorme e os nomes não citados não foram pela irrelevância, pelo contrário, mas sim pela falta de memória em momentos de lágrimas (como sou chorona, Coimbra está pra lá de alagada) e de espaço!
Aos que ficam, meus votos de felicidade e minha saudades antecipadas e aos que estão no Brasil, só de pensar em reencontrá-los em breve, já fiquei bem mais animada.
O início do email se justifica porque se pudesse, ficaria mais uns meses em Coimbra, todavia ainda não sou dona do meu destino e o estado apertadinho que se encontra meu coração me dá a exata impressão que tive a minha vida atropelada por essa "roda-viva", enfim, como tudo nessa vida tem seu tempo, é chegada hora de ir embora, continuo adepta da frase que diz que "tudo que é bom dura pouco", mas hoje acho que o mais apropriado é aderir à frase que li na embalagem do serenata do amor (sim, Piveta, além de psicologia barata, também sou adepta da filosofia e literatura barata) e que diz que tudo que é bom dura o tempo suficiente para tornar-se inesquecível!
INESQUECÍVEL, essa é a palavra, como fui privilegiada nesses último 11 meses e alguns dias!
É isso, galera, desculpem-me pelo tom emocionado e dramático, além de uma mãe dramática, também fiz uma senhora amiga dramática por aqui (Morgans é com vc mesmo! Segura as pontas!),
beijao e até breve, muito breve, até amanhã!
Pri, imensamente agradecida a todos os que leram os meus emails e responderam-nos ou não!
PS: À A.A.A, ressucitem a Carmona porque depois de um tempo de Jussy quem volta para o Brasil é a Princesa Rosa, sim, patético, mas real!
PS2: Aos que forem me pegar no aeroporto, o meu pedido antecipado de desculpa, é que vou sair da minha despedida direto para o bus que vai pra Lisboa, portanto, vcs correm o risco de me encontrar cheirando cigarro e de ressaca! Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, mas aos que forem para a casa depois, prometo tomar um banhinho e abraçar um a um decentemente, ok!
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"
Falem Pessoas Queridas!
Sei que meu email, o último, tô voltando pra casa, pra formatura, pra A.A.A, entre outros, deveria ter um tom mais alegre, afinal tive um ano perfeito, mas vamos combinar que tá difícil, muito difícil, "copiou farinha?"
É claro que estou feliz por rever os amigos, a família, minha avó linda e até meu cachorro, mas é penoso colocar um ponto final na que foi a melhor fase da minha vida, fase em que chorei muito sozinha, senti a avassaladora e cruel solidão de perto em um quartinho escuro com uma janela pequena, senti de verdade saudades e dor por causa dela, mas também realizei inúmeros sonhos, morei em um país diferente, viajei pacas, como viajei, festejei bastante, fiz novos amigos, me apaixonei e curti ainda mais as artes plásticas, música e literatura, entre outros.
Enfim, não é hora de lamentações, fui a pessoa mais feliz e realizada nesses últimos meses, vim para cá em busca de amadurecimento e acho que consegui alcançá-lo (óbvio que parcialmente, afinal somos eternos aprendizes), sou feliz, muito feliz por isso, aprendi a viver, a ter qualidade de vida (decidamente sampa é desumana, vou fugir daí assim que me formar), finalmente dei um dane-se para o que as pessoas pensam de mim, abandonei a minha ridícula pretensão de tentar ser perfeita e agradar a tudo e a todos e também a minha ânsia em querer abraçar o mundo e fazer 700 faculdades e 500 estágios ao mesmo tempo, revi todos os meus conceitos e hoje vivo pra mim e por mim, não virei egoísta, só deixei de ser aquela criança que chorava no jardim de infância quando errava e tinha que usar a borracha e que sempre tentou agradar toda a família, professores, amigos...O aprendizado foi tanto que a partir deste ano passarei a comemorar dois aniversários por ano, o dia em que eu nasci e o dia em que vim pra Portugal. Ah, o próximo é a semana que vem! Dureza, hein, Cris, teremos que ressucitar a Kimmy!
E é por tudo isso que hoje sou só agradecimentos, agradecimento aos meus pais pela oportunidade, confiança e carinho, ao Wi pelo eterno apoio (vc foi o único que captou que estudar era pretexto, filho da mãe, às vezes acho que vc me conhece mais do que eu mesma), à minha Avó linda por toda a saudades que me fez sentir (certeza que foi por ela que mais chorei) e pelas ligações frequentes, à família que sei que torceu por mim (tia Marly e suas sagradas ligações todos os domingos, Meroca e a sua inesquecível visita e ouvido amigo, Wladao pelos emails, Tia Clau e Tio Wil e Lissandra pela cia. no msn, Tia Maile, Wagnão, enfim, todos os tios e primos lindos (Mi, Ka, Gi, Re, a dupla ovski - Cyrovski e Juliovski, Si, Wal, André...) que privilégio ter nascido na família Carmona!!
Agradecimentos também aos amigos que me incentivaram e que me deixaram morta de saudades, Bi, Cris, Malu, Hilb, Cor, Karin, Pi, Aninha, Karina, Flavia, Ellen, Pá Banana, Tiago, Karime, Ines, Carolzita, Kmis, Klebs, Le, Ro, Fer (o da dança de "Quem vai ficar com Mary", vc também tá na lista, cabeção!), Marvina, Jo, Profs. Rita e Fornaciari, Amandinha, Re e seus "se cuida", Gabi, Ghe, Vivs (quero a festa e a recepção com AQUELES CONVIDADOS, hein), etc.
Agradecimentos aos amigos que viram família quando estamos longe de casa, a cave vai ficar pra sempre no meu coração, Mualide (madrasta, nutricionista, conselheira...), Jenny, Yasmine, Marta Psicopata (te espero no Brasil para abrirmos a nossa discoteca!), Margreet, Kika...Obrigada por tudo, amo vcs! Xac, vc também tá na lista!
Agradecimentos também à turma do 2º semestre, Carol, Patis, Fer, Ana, Lucas, Kelen, Marcelle, Marina e nosso curso em Haia, Fer de Ponta Grossa e Vivi (as melhores cias. para se jantar às sextas!), enfim à toda a patota brazuca que tornou meus dias mais alegres aqui em Coimbra, em especial Morgans, Moni (salve vizinha do narizinho bizarro), Zé Nants, Déia, Camis (te vejo em breve), Martinha, minha irmã portuga e toda a sua família e Su e Pedro (obrigada por terem vindo ao jantar).
Enfim, a lista é enorme e os nomes não citados não foram pela irrelevância, pelo contrário, mas sim pela falta de memória em momentos de lágrimas (como sou chorona, Coimbra está pra lá de alagada) e de espaço!
Aos que ficam, meus votos de felicidade e minha saudades antecipadas e aos que estão no Brasil, só de pensar em reencontrá-los em breve, já fiquei bem mais animada.
O início do email se justifica porque se pudesse, ficaria mais uns meses em Coimbra, todavia ainda não sou dona do meu destino e o estado apertadinho que se encontra meu coração me dá a exata impressão que tive a minha vida atropelada por essa "roda-viva", enfim, como tudo nessa vida tem seu tempo, é chegada hora de ir embora, continuo adepta da frase que diz que "tudo que é bom dura pouco", mas hoje acho que o mais apropriado é aderir à frase que li na embalagem do serenata do amor (sim, Piveta, além de psicologia barata, também sou adepta da filosofia e literatura barata) e que diz que tudo que é bom dura o tempo suficiente para tornar-se inesquecível!
INESQUECÍVEL, essa é a palavra, como fui privilegiada nesses último 11 meses e alguns dias!
É isso, galera, desculpem-me pelo tom emocionado e dramático, além de uma mãe dramática, também fiz uma senhora amiga dramática por aqui (Morgans é com vc mesmo! Segura as pontas!),
beijao e até breve, muito breve, até amanhã!
Pri, imensamente agradecida a todos os que leram os meus emails e responderam-nos ou não!
PS: À A.A.A, ressucitem a Carmona porque depois de um tempo de Jussy quem volta para o Brasil é a Princesa Rosa, sim, patético, mas real!
PS2: Aos que forem me pegar no aeroporto, o meu pedido antecipado de desculpa, é que vou sair da minha despedida direto para o bus que vai pra Lisboa, portanto, vcs correm o risco de me encontrar cheirando cigarro e de ressaca! Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, mas aos que forem para a casa depois, prometo tomar um banhinho e abraçar um a um decentemente, ok!
Italia - dezembro de 2005
Ciao Ragazze e Ragazzi!
Felice 2006! Pessoas queridas, sei que escrevo com atraso, mas acho que ainda a tempo de desejar Feliz Ano Novo, queria ter escrito antes, dia 06, dia que retornei de viagem, mas como brasileira que se preze, continuo deixando tudo para o último segundo e mal cheguei de viagem, fui direto fazer prova e desde então me encontro atolada em uma rotina diária de 6/8 horas de estudo (rsrsrs) e muitas noites mal dormidas.
A receita para a chegar ao auge do "stress" é fácil, mais ou menos assim - durma bastante, o máximo que conseguir, viaje mais ainda, saia "pouco" e beba na mesma proporção, tome ao menos 3 cafés por dia e com diferentes amigos, passe os dias ouvindo boa música e lendo, lendo muito, mas claro, nada que tenha a ver com a faculdade e pronto, misture tudo e vc estará à beira de um ataque de nervos de tanto estudar ou a um passo de "chumbar".
Pois é, depois de 3 meses em "que morri, fui para o céu e esqueci de avisar as pessoas", segundo a definição da minha vida por uma amiga, desci para a terra e só voltei a respirar hoje.
Bem, a viagem para a Itália foi inesquecível, não pela extraordinária beleza do país, porque para falar bem a verdade, criei tanta expectativa que confesso que esperava um pouco mais da botinha, mas pela hospitalidade do povo, pela alegria que se sente no ar, pelos homens muito bonitos e charmosos (sim, os italianos são tudo de bom, que o diga a galeria de fotos que fiz!), pelas mulheres pra lá de vaidosas, pelas livrarias paradisíacas e baratas, pelos museus, pelas pizzas, massas e sorvetes! Wow, engordei bastante!
É difícil contar em detalhes e passar a minha empolgação enquanto estava naquele país, depois de tantos dias do término da viagem, mas quem tem lido meus emails já pode deduzir que....que a Itália é mais um país candidato ao meu próximo domícilio e que eu adoraria viver um tempão lá, não só pelo caos, sujeira e barulho de Roma, compensado pelo ballet realizado pelos passáros todos os fins de tarde, pelo Coliseu, Fontana di Trevi, Piazza Campidoglio e o magnífico museu que a mesma abriga, entre outros; pela alegria de Napoli (me apaixonei por tanta bagunça); história de Pompéia; magia de Veneza (mudamos os nosso roteiro e ficamos 3 dias lá), homens lindos e charme de Pisa e Pádova; esculturas de Michelangelo e muita arte em Firenze, mas, sobretudo, como já disse anteriormente, pela hospitalidade, simpatia e alegria dos italianos.
Abusamos do Hospitality Club e pagamos apenas 4 noites de albergue em toda a nossa viagem e posso dizer que hoje, além de uma família brasileira e uma portuguesa (salve Famalicão), também tenho uma família italiana, parte em Napoli e parte em Veneza. E apesar do incômodo e certo risco que se corre, hospedando-se em casas de desconhecidos, depois de conhecer essa modalidade de viajar, enquanto tiver pique para aventura e viajar sozinha ou com quem topar tudo, dificilmente abrirei mão dos amigos do Hospitality Club.
Tivemos dias inesquecíveis, Natal com direito à Missa do Galo e Reveillon com direito à gôndola e festa em Veneza, a única coisa que me preocupa um pouco é que dizem que o que vc faz no primeiro dia do ano determinará o seu destino para o resto deste e como se não bastasse ter passado a virada solteira, ainda tive que limpar o vinho que não soube se comportar no estômago da minha amiga, ou seja, se depender da lenda, as previsões para 2006 são as piores possíveis, mas tudo bem, a Itália vale a pena, nem que tenha que virar freira e faxineira oficial dos excessos dos amigos!
É isso, tenho estudado muito e a minha criatividade e maneira de escrever foram profundamente afetadas, desculpem-me pelo email sem graça!
beijão e até breve!
Pri, que no auge da sua pretensão comprou uma edição da Divina Comédia em italiano e demorará 10 anos para lê-la, assim como as melhores história de Shakespeare em inglês, Dom Quixote em espanhol....Sou uma comédia, mas ao menos o último livro que comprei (o melhor de toda a minha vida) uma bíblia sobre a História da Arte é em português, estou apaixonada pelo "bichinho", agora a meta é ser crítica de arte...rs!!!!!
Felice 2006! Pessoas queridas, sei que escrevo com atraso, mas acho que ainda a tempo de desejar Feliz Ano Novo, queria ter escrito antes, dia 06, dia que retornei de viagem, mas como brasileira que se preze, continuo deixando tudo para o último segundo e mal cheguei de viagem, fui direto fazer prova e desde então me encontro atolada em uma rotina diária de 6/8 horas de estudo (rsrsrs) e muitas noites mal dormidas.
A receita para a chegar ao auge do "stress" é fácil, mais ou menos assim - durma bastante, o máximo que conseguir, viaje mais ainda, saia "pouco" e beba na mesma proporção, tome ao menos 3 cafés por dia e com diferentes amigos, passe os dias ouvindo boa música e lendo, lendo muito, mas claro, nada que tenha a ver com a faculdade e pronto, misture tudo e vc estará à beira de um ataque de nervos de tanto estudar ou a um passo de "chumbar".
Pois é, depois de 3 meses em "que morri, fui para o céu e esqueci de avisar as pessoas", segundo a definição da minha vida por uma amiga, desci para a terra e só voltei a respirar hoje.
Bem, a viagem para a Itália foi inesquecível, não pela extraordinária beleza do país, porque para falar bem a verdade, criei tanta expectativa que confesso que esperava um pouco mais da botinha, mas pela hospitalidade do povo, pela alegria que se sente no ar, pelos homens muito bonitos e charmosos (sim, os italianos são tudo de bom, que o diga a galeria de fotos que fiz!), pelas mulheres pra lá de vaidosas, pelas livrarias paradisíacas e baratas, pelos museus, pelas pizzas, massas e sorvetes! Wow, engordei bastante!
É difícil contar em detalhes e passar a minha empolgação enquanto estava naquele país, depois de tantos dias do término da viagem, mas quem tem lido meus emails já pode deduzir que....que a Itália é mais um país candidato ao meu próximo domícilio e que eu adoraria viver um tempão lá, não só pelo caos, sujeira e barulho de Roma, compensado pelo ballet realizado pelos passáros todos os fins de tarde, pelo Coliseu, Fontana di Trevi, Piazza Campidoglio e o magnífico museu que a mesma abriga, entre outros; pela alegria de Napoli (me apaixonei por tanta bagunça); história de Pompéia; magia de Veneza (mudamos os nosso roteiro e ficamos 3 dias lá), homens lindos e charme de Pisa e Pádova; esculturas de Michelangelo e muita arte em Firenze, mas, sobretudo, como já disse anteriormente, pela hospitalidade, simpatia e alegria dos italianos.
Abusamos do Hospitality Club e pagamos apenas 4 noites de albergue em toda a nossa viagem e posso dizer que hoje, além de uma família brasileira e uma portuguesa (salve Famalicão), também tenho uma família italiana, parte em Napoli e parte em Veneza. E apesar do incômodo e certo risco que se corre, hospedando-se em casas de desconhecidos, depois de conhecer essa modalidade de viajar, enquanto tiver pique para aventura e viajar sozinha ou com quem topar tudo, dificilmente abrirei mão dos amigos do Hospitality Club.
Tivemos dias inesquecíveis, Natal com direito à Missa do Galo e Reveillon com direito à gôndola e festa em Veneza, a única coisa que me preocupa um pouco é que dizem que o que vc faz no primeiro dia do ano determinará o seu destino para o resto deste e como se não bastasse ter passado a virada solteira, ainda tive que limpar o vinho que não soube se comportar no estômago da minha amiga, ou seja, se depender da lenda, as previsões para 2006 são as piores possíveis, mas tudo bem, a Itália vale a pena, nem que tenha que virar freira e faxineira oficial dos excessos dos amigos!
É isso, tenho estudado muito e a minha criatividade e maneira de escrever foram profundamente afetadas, desculpem-me pelo email sem graça!
beijão e até breve!
Pri, que no auge da sua pretensão comprou uma edição da Divina Comédia em italiano e demorará 10 anos para lê-la, assim como as melhores história de Shakespeare em inglês, Dom Quixote em espanhol....Sou uma comédia, mas ao menos o último livro que comprei (o melhor de toda a minha vida) uma bíblia sobre a História da Arte é em português, estou apaixonada pelo "bichinho", agora a meta é ser crítica de arte...rs!!!!!
Auschwitz -uma subida ao inferno - dezembro de 2005

Finalmente, o último!
Escrever esse texto foi o mais difícil. Reviver lembranças, sons e cheiros que meu consciente procura esquecer quase que diariamente, me causou um pouco de tristeza, revolta e agonia.
Nunca havia pensado em visitar dois campos de concentração, mas às vezes a vida dá umas voltas que acaba nos surpreendendo e ultimamente meu interesse pelo judaísmo e pelo holocausto avultou-se de tal maneira que tornou-se necessária uma ida a Auschwitz e um retorno à II GM.
Haddad, o autor do livro "O dia em que Lacan me adotou" fala que sem que nos demos conta, o nosso inconsciente acaba direcionando a nossa vida. E foi assim que fui parar em Auschwitz, inicialmente tendo meu interesse pelo judaísmo e pelo holocausto despertado pelo próprio livro de Haddad, a seguir pela idéia de fazer o meu trabalho de Direito Penal da Comunicação julgando a propaganda nazista (idéia vetada pelo meu querido prof.), tudo isso conjugado ao fascínio exercido pela visita à Sinagoga del Transito, em Toledo, em agosto, à Casa da Anne Frank, ao Memorial Judaico em Amsterdam...fez com que tomasse corpo em minha mente uma curiosidade sem tamanho acerca do tema.
Um dia na cantina, um amigo me disse que eu era pirada pelo holocausto e pelo judaísmo. Me espantei com a afirmação no momento, mas era verdade, quando dei por mim, estava completamente absorvida pela leitura de 4/5 livros sobre o holocausto e seguindo a trilha de todos os monumentos que evocassem o assunto. Decididamente era preciso ir a Auschwitz.
E não me engano ao começar o texto escrevendo uma subida e não uma descida ao inferno, porque se é verdade que para baixo todo santo ajuda, o contrário não é válido e visitar Auschwitz é muito, muito, muito difícil.
Desta maneira, embora houvesse me preparado mutio psicologicamente para fazer tal visita e já tivesse saído de Portugal com esse dia no roteiro, o tempo todo a minha razão vacilou e minha emoção deu sinais de que não sabia se queria mesmo ir para Auschwitz.
Inicialmente quase mudando o roteiro e ficando os 4 dias da viagem em Praga, depois pensando em desencanar de ir para Auschwitz e curtir Cracóvia por mais um dia, posteriormente, no dia da visita, inventando uma dor no corpo, motivo para dormir mais um pouco e não ter tempo para visitar o museu (como chamam o lugar atualmente) e por fim, chegando ao museu, enrolando mais de uma hora entre café da manhã, ida ao banheiro, vista de livros, mais um chocolate quente...Mas não adiantava, depois de 2 horas de viagem de Cracóvia até ali, leitura de livros sobre o tema e o "treinamento" psicológico de quase um mês, era preciso ter coragem e encarar de uma vez por todas o inferno, historicamente chamado de Auschwitz.
Logo na entrada a paisagem é chocante. Muitas cercas de arame farpado, uma enorme guarita e uma placa dizendo que "só o trabalho liberta".
Em Auschwitz, os antigos blocos, cada um com uma destinação, atualmente abrigam uma exposição relatando o cotidiano dos campos de concentração. As cenas são tão fortes que inúmeras vezes entrava nas salas e tinha um impacto tão violento que voltava de costas mesmo, respirava fundo, me preparava por alguns instantes para o que veria a seguir e só assim encarava as imagens novamente.
O estranho é que antes de ir para lá me imaginei tendo um choro desesperado e compulsivo, mas não, o que tive, e foi o tempo todo, foi um choro contido, choro de quem se entristece com a mediocridade humana, mas de quem sabe que infelizmente o seu choro não tem o poder de ressucitar nenhuma vítima (sábio conselho, Piveta!).
Outras vezes, me vi sem reação nenhuma. A brutalidade, violência e crueldade daqueles que fizeram o holocausto é tanta que chega a ser difícil acreditar que eram pessoas, seres humanos, gente com coração e sangue nas veias. Nesses momentos a reação é uma grande e providencial anestesia, vc apenas fica parada vendo, sem raciocínio algum, um enorme estado de choque, um "coma" que te protege de mais dor e sofrimento.
Outras vezes ainda, o sentimento que te toma é o de revolta. A minha vontade, ao ver a maquete de uma câmara de gás e ler que os alemães falavam para aqueles que em breve perderiam as suas vidas lá dentro que eles apenas tomariam um banho, foi a de destruir a vitrine onde a maquete se encontrava exposta, como que se destruindo a maquete eu pudesse destruir o que foi o holocausto, mas não tem jeito, já faz parte da nossa história, triste e medíocre página da história humana.
E quanto mais ando e vejo a exposição, mais aumenta a minha revolta e vontade de exterminar a raça humana, penso que Deus aquele que fez o homem à sua imagem e semelhança, se não se arrependeu da sua criação durante o holocausto, ao menos deve ter ficado muito, muito triste e decepcionado com a atitude de seus filhos.
Fico cada vez mais triste, chocada e revoltada, penso que à altura do holocausto, a melhor solução teria sido a destruição do mundo e o extermínio da humanidade. Entretanto, assustada com o meu pensamento, recuo um pouco na minha agressividade e violência, ao notar a semelhança e analogia do meu raciocínio com o raciocínio nazista, afinal na minha cabeça também estava matando um monte de inocentes. É preciso ter ponderação, apesar da permissividade da Igreja Católica e de grande parte da sociedade européia uqe colaborou com os nazistas, nem todos somos culpados pelo holocausto.
Enfim, tentando encerrar logo o texto, porque já escrevi demais acerca de um assunto que por hora desejo deixar em "stand-by", as atrocidades cometidas pelos nazistas chocam qualquer pessoa e fazem com que eu deseje ser portadora de uma "amnésia seletiva".
Os experimentos do Dr. Mengel; o transporte de pessoas que durava de 7 a 10 dias em vagões de carga sem qualquer alimento, ventilação; os trabalhos forçados; a injeção de veneno no coração das mulheres grávidas; a acomodação em estábulos; a dieta que definhava as pessoas; os cabelos raspados; a perda da identidade; as poucas ou nenhuma roupa em pleno inverno; os números tatuados nos braços; os castigos; os corredores de fuzilamentos; as caminhadas sem volta; as "caminhonetas"assassinas; as valas comuns para incineração de cadáveres; a morte pela fome, pelo frio, pela fadiga, pelas câmaras de gás...tudo ainda está presente em Auschwitz e Birkenau, lugares em que o nunca era dito pela expressão "até amanhã".
O ar é pesado e o cheiro é de morte. Achei que estivesse pronta para encarar Auschwitz e Birkenau, mas me enganei, ninguém está pronto para encarar o inferno.
Adorno disse que "escrever poesia depois de Auschwitz seria um barbarismo", aproprio-me do barbarismo e digo que ter orgulho de ser humano depois de Auschwitz é um barbarismo. Me enoja saber que sou da mesma espécie daqueles que fizeram o holocausto.
Mas enfim, é preciso acalmar as idéias, respirar fundo, organizar as emoções e pensamentos e tentar tirar alguma lição de todo esse sofrimento e seguir vivendo.
E embora seja o cheiro de morte o que mais me tenha impressionado em Auschwitz e Birkenau, ao encerrar este texto uma imagem não sai da minha cabeça. É a imagem de uma vela colocada sobre os trilhos de Birkenau, vela que apesar de toda a chuva e neve mantém-se inexplicavelmente acesa, talvez aquela chama seja uma forma de chamar a atenção para que não nos esqueçamos do que foi o Holocausto, talvez simbolize o milagre da vida que "teimosamente se fabrica" onde houve tanta morte, talvez a esperança de que o homem não repita os erros do passado, talvez a luz depois das trevas do holocausto, talvez tudo isso junto ou talvez nada disso. Não sei...enfim, Auschwitz mexe muito com a cabeça e o coração das pessoas.
Obrigada por me aguentarem,
beijos e até o ano que vem, não tenho coragem de desejar feliz natal e próspero ano novo após escrever sobre Auschwitz,
Pri Carmona
Escrever esse texto foi o mais difícil. Reviver lembranças, sons e cheiros que meu consciente procura esquecer quase que diariamente, me causou um pouco de tristeza, revolta e agonia.
Nunca havia pensado em visitar dois campos de concentração, mas às vezes a vida dá umas voltas que acaba nos surpreendendo e ultimamente meu interesse pelo judaísmo e pelo holocausto avultou-se de tal maneira que tornou-se necessária uma ida a Auschwitz e um retorno à II GM.
Haddad, o autor do livro "O dia em que Lacan me adotou" fala que sem que nos demos conta, o nosso inconsciente acaba direcionando a nossa vida. E foi assim que fui parar em Auschwitz, inicialmente tendo meu interesse pelo judaísmo e pelo holocausto despertado pelo próprio livro de Haddad, a seguir pela idéia de fazer o meu trabalho de Direito Penal da Comunicação julgando a propaganda nazista (idéia vetada pelo meu querido prof.), tudo isso conjugado ao fascínio exercido pela visita à Sinagoga del Transito, em Toledo, em agosto, à Casa da Anne Frank, ao Memorial Judaico em Amsterdam...fez com que tomasse corpo em minha mente uma curiosidade sem tamanho acerca do tema.
Um dia na cantina, um amigo me disse que eu era pirada pelo holocausto e pelo judaísmo. Me espantei com a afirmação no momento, mas era verdade, quando dei por mim, estava completamente absorvida pela leitura de 4/5 livros sobre o holocausto e seguindo a trilha de todos os monumentos que evocassem o assunto. Decididamente era preciso ir a Auschwitz.
E não me engano ao começar o texto escrevendo uma subida e não uma descida ao inferno, porque se é verdade que para baixo todo santo ajuda, o contrário não é válido e visitar Auschwitz é muito, muito, muito difícil.
Desta maneira, embora houvesse me preparado mutio psicologicamente para fazer tal visita e já tivesse saído de Portugal com esse dia no roteiro, o tempo todo a minha razão vacilou e minha emoção deu sinais de que não sabia se queria mesmo ir para Auschwitz.
Inicialmente quase mudando o roteiro e ficando os 4 dias da viagem em Praga, depois pensando em desencanar de ir para Auschwitz e curtir Cracóvia por mais um dia, posteriormente, no dia da visita, inventando uma dor no corpo, motivo para dormir mais um pouco e não ter tempo para visitar o museu (como chamam o lugar atualmente) e por fim, chegando ao museu, enrolando mais de uma hora entre café da manhã, ida ao banheiro, vista de livros, mais um chocolate quente...Mas não adiantava, depois de 2 horas de viagem de Cracóvia até ali, leitura de livros sobre o tema e o "treinamento" psicológico de quase um mês, era preciso ter coragem e encarar de uma vez por todas o inferno, historicamente chamado de Auschwitz.
Logo na entrada a paisagem é chocante. Muitas cercas de arame farpado, uma enorme guarita e uma placa dizendo que "só o trabalho liberta".
Em Auschwitz, os antigos blocos, cada um com uma destinação, atualmente abrigam uma exposição relatando o cotidiano dos campos de concentração. As cenas são tão fortes que inúmeras vezes entrava nas salas e tinha um impacto tão violento que voltava de costas mesmo, respirava fundo, me preparava por alguns instantes para o que veria a seguir e só assim encarava as imagens novamente.
O estranho é que antes de ir para lá me imaginei tendo um choro desesperado e compulsivo, mas não, o que tive, e foi o tempo todo, foi um choro contido, choro de quem se entristece com a mediocridade humana, mas de quem sabe que infelizmente o seu choro não tem o poder de ressucitar nenhuma vítima (sábio conselho, Piveta!).
Outras vezes, me vi sem reação nenhuma. A brutalidade, violência e crueldade daqueles que fizeram o holocausto é tanta que chega a ser difícil acreditar que eram pessoas, seres humanos, gente com coração e sangue nas veias. Nesses momentos a reação é uma grande e providencial anestesia, vc apenas fica parada vendo, sem raciocínio algum, um enorme estado de choque, um "coma" que te protege de mais dor e sofrimento.
Outras vezes ainda, o sentimento que te toma é o de revolta. A minha vontade, ao ver a maquete de uma câmara de gás e ler que os alemães falavam para aqueles que em breve perderiam as suas vidas lá dentro que eles apenas tomariam um banho, foi a de destruir a vitrine onde a maquete se encontrava exposta, como que se destruindo a maquete eu pudesse destruir o que foi o holocausto, mas não tem jeito, já faz parte da nossa história, triste e medíocre página da história humana.
E quanto mais ando e vejo a exposição, mais aumenta a minha revolta e vontade de exterminar a raça humana, penso que Deus aquele que fez o homem à sua imagem e semelhança, se não se arrependeu da sua criação durante o holocausto, ao menos deve ter ficado muito, muito triste e decepcionado com a atitude de seus filhos.
Fico cada vez mais triste, chocada e revoltada, penso que à altura do holocausto, a melhor solução teria sido a destruição do mundo e o extermínio da humanidade. Entretanto, assustada com o meu pensamento, recuo um pouco na minha agressividade e violência, ao notar a semelhança e analogia do meu raciocínio com o raciocínio nazista, afinal na minha cabeça também estava matando um monte de inocentes. É preciso ter ponderação, apesar da permissividade da Igreja Católica e de grande parte da sociedade européia uqe colaborou com os nazistas, nem todos somos culpados pelo holocausto.
Enfim, tentando encerrar logo o texto, porque já escrevi demais acerca de um assunto que por hora desejo deixar em "stand-by", as atrocidades cometidas pelos nazistas chocam qualquer pessoa e fazem com que eu deseje ser portadora de uma "amnésia seletiva".
Os experimentos do Dr. Mengel; o transporte de pessoas que durava de 7 a 10 dias em vagões de carga sem qualquer alimento, ventilação; os trabalhos forçados; a injeção de veneno no coração das mulheres grávidas; a acomodação em estábulos; a dieta que definhava as pessoas; os cabelos raspados; a perda da identidade; as poucas ou nenhuma roupa em pleno inverno; os números tatuados nos braços; os castigos; os corredores de fuzilamentos; as caminhadas sem volta; as "caminhonetas"assassinas; as valas comuns para incineração de cadáveres; a morte pela fome, pelo frio, pela fadiga, pelas câmaras de gás...tudo ainda está presente em Auschwitz e Birkenau, lugares em que o nunca era dito pela expressão "até amanhã".
O ar é pesado e o cheiro é de morte. Achei que estivesse pronta para encarar Auschwitz e Birkenau, mas me enganei, ninguém está pronto para encarar o inferno.
Adorno disse que "escrever poesia depois de Auschwitz seria um barbarismo", aproprio-me do barbarismo e digo que ter orgulho de ser humano depois de Auschwitz é um barbarismo. Me enoja saber que sou da mesma espécie daqueles que fizeram o holocausto.
Mas enfim, é preciso acalmar as idéias, respirar fundo, organizar as emoções e pensamentos e tentar tirar alguma lição de todo esse sofrimento e seguir vivendo.
E embora seja o cheiro de morte o que mais me tenha impressionado em Auschwitz e Birkenau, ao encerrar este texto uma imagem não sai da minha cabeça. É a imagem de uma vela colocada sobre os trilhos de Birkenau, vela que apesar de toda a chuva e neve mantém-se inexplicavelmente acesa, talvez aquela chama seja uma forma de chamar a atenção para que não nos esqueçamos do que foi o Holocausto, talvez simbolize o milagre da vida que "teimosamente se fabrica" onde houve tanta morte, talvez a esperança de que o homem não repita os erros do passado, talvez a luz depois das trevas do holocausto, talvez tudo isso junto ou talvez nada disso. Não sei...enfim, Auschwitz mexe muito com a cabeça e o coração das pessoas.
Obrigada por me aguentarem,
beijos e até o ano que vem, não tenho coragem de desejar feliz natal e próspero ano novo após escrever sobre Auschwitz,
Pri Carmona
Sonho! Leste Europeu 6 - Cracóvia - dezembro de 2005
Pessoas! Os últimos! Depois desses só no ano que vem! Cris e Bi, porfavor me confirmem a data do baile de formatura, tá impossível achar passagem...
Enfim, ultrapassada a aventura de sair de casa sem encontrar cia ou ter o teto sobre a minha cabeça, a primeira providência é comprar um cartão para ligar para a família e avisar que estou bem, esqueci-me completamente deles e se bem conheço a minha mãe, melhor mandar notícias logos antes que a Interpol venha me buscar (Mi, Re, Gi, Ká, lembram do Guarujá?!)
Entretanto, como na República Tcheca, na Cracóvia também são raras as pessoas que falam inglês, depois de inúmeras tentativas, desisto da idéia de cartão telefônico, mando um email mesmo e começo meu dia de turista pelo Wawel Castle!
Wow! Que coisa linda! Em menos de 2 segundos cessa a dúvida que martelava a minha cabeça, questionando-me se não era melhor ter ficado mais em Praga e ter ignorado Cracóvia.
E se na minha cabeça já estava tudo bem claro, parece que os céus lêem os meus pensamentos e resolvem "selar" a minha certeza. Nesta hora, a neve, antes calminha e esparsa, torna-se densa, espessa e agitada. É a primeira vez que vejo a neve cair do céu (já a tinha visto quietinha, depositada sobre as serras) e se os simples foloquinhos brancos já são capazes de causar alegria em qualquer pessoa, a visão do Wawel Csatle por detrás daquela tempestade branca, me arranca algumas lágriams. "Vai ser chorona assim em Pequim!" Nessa hora mais uma vez olho para o céu e agradeço por ter sido abençoada com uma visão perfeita. Me emociono e faço um filme com a máquina fotográfica, na tentativa de eternizar esse momento!
Passo a manhã e parte da tarde visitando o Castelo. Perdida em salas abarrotadas de tapetes e porcelanas dos séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX. Aprendo um pouquinho da história da Polônia, da II GM, me encanto com quadros de pintores italianos e flamencos, sobretudo, me deslumbro com as armas decoradas em madrepérola e madeira e ironicamente são estes instrumentos capazes de tirar a vida de alguém, conjugados com toda a beleza do castelo, que me dão mais ânimo e vontade de viver, ao atestar mais uma vez a extrema capacidade e genialidade do ser humano. "Como pode o homem construir tantas belezas?"
Saio do castelo e me esbaldo em um retaurante chinês (já estava farta de cachorros-quentes) e sigo para o Bairro Judaico. Visito uma Sinagoga, vejo uma expoisção sobre o holocausto e me dirijo à Praça Principal de Cracóvia.
No caminho a Igreja de São Pedro e São Paulo, belíssima por fora, mas já fechada àquela hora, me convence da necessidade de se retornar à Crcaóvia em uma outra oportunidade, rsrs.
Finalmente chego à Praça Principal, belíssima, com um mercado do sec. XVI no centro, a torre da Prefeitura em um lado e uma deslumbrante Catedral em outro. Lembro-me de Praga, a arquitetura é bem parecida e me apaixono mais um pouco pelo leste europeu.
Com todas as demais atrações fechadas (maldito horário de inverno) ando pela cidade. Paro em um café, tomo um chocolate quente, abro meu diário e começo a escrever à luz de uma vela. Falta apenas um cigarro para completar a cena e torná-la plasticamente perfeita, entretanto, como odeio o gosto do tabaco, o jeito é me contentar com o creme do chocolate quente mesmo..rsrs.
O tempo passa, a noite cai, 22 e pouco e resolvo ir para casa, torcendo para me perder pelo caminho e é exatamente isso que acontece!
Um pub na Praça Principal me chama a atenção pela música, entro e está tendo um show de Rock, sozinha, hesito em ficar, mas aí me lembro que não sei quando voltarei à Cracóvia, pego uma mesa bem no centro do pub, peço uma cerveja (diga-se de passagem a melhor que já tomei em toda a minha vida, Lech), curto o show, o ambiente e as pessoas e quando as luzes do esptáculo se acendem, volto para casa, feliz, muito feliz, exageradamente feliz por mais um dia perfeito.
E durmo pensando que tenho que retornar à Cracóvia.
Enfim, ultrapassada a aventura de sair de casa sem encontrar cia ou ter o teto sobre a minha cabeça, a primeira providência é comprar um cartão para ligar para a família e avisar que estou bem, esqueci-me completamente deles e se bem conheço a minha mãe, melhor mandar notícias logos antes que a Interpol venha me buscar (Mi, Re, Gi, Ká, lembram do Guarujá?!)
Entretanto, como na República Tcheca, na Cracóvia também são raras as pessoas que falam inglês, depois de inúmeras tentativas, desisto da idéia de cartão telefônico, mando um email mesmo e começo meu dia de turista pelo Wawel Castle!
Wow! Que coisa linda! Em menos de 2 segundos cessa a dúvida que martelava a minha cabeça, questionando-me se não era melhor ter ficado mais em Praga e ter ignorado Cracóvia.
E se na minha cabeça já estava tudo bem claro, parece que os céus lêem os meus pensamentos e resolvem "selar" a minha certeza. Nesta hora, a neve, antes calminha e esparsa, torna-se densa, espessa e agitada. É a primeira vez que vejo a neve cair do céu (já a tinha visto quietinha, depositada sobre as serras) e se os simples foloquinhos brancos já são capazes de causar alegria em qualquer pessoa, a visão do Wawel Csatle por detrás daquela tempestade branca, me arranca algumas lágriams. "Vai ser chorona assim em Pequim!" Nessa hora mais uma vez olho para o céu e agradeço por ter sido abençoada com uma visão perfeita. Me emociono e faço um filme com a máquina fotográfica, na tentativa de eternizar esse momento!
Passo a manhã e parte da tarde visitando o Castelo. Perdida em salas abarrotadas de tapetes e porcelanas dos séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX. Aprendo um pouquinho da história da Polônia, da II GM, me encanto com quadros de pintores italianos e flamencos, sobretudo, me deslumbro com as armas decoradas em madrepérola e madeira e ironicamente são estes instrumentos capazes de tirar a vida de alguém, conjugados com toda a beleza do castelo, que me dão mais ânimo e vontade de viver, ao atestar mais uma vez a extrema capacidade e genialidade do ser humano. "Como pode o homem construir tantas belezas?"
Saio do castelo e me esbaldo em um retaurante chinês (já estava farta de cachorros-quentes) e sigo para o Bairro Judaico. Visito uma Sinagoga, vejo uma expoisção sobre o holocausto e me dirijo à Praça Principal de Cracóvia.
No caminho a Igreja de São Pedro e São Paulo, belíssima por fora, mas já fechada àquela hora, me convence da necessidade de se retornar à Crcaóvia em uma outra oportunidade, rsrs.
Finalmente chego à Praça Principal, belíssima, com um mercado do sec. XVI no centro, a torre da Prefeitura em um lado e uma deslumbrante Catedral em outro. Lembro-me de Praga, a arquitetura é bem parecida e me apaixono mais um pouco pelo leste europeu.
Com todas as demais atrações fechadas (maldito horário de inverno) ando pela cidade. Paro em um café, tomo um chocolate quente, abro meu diário e começo a escrever à luz de uma vela. Falta apenas um cigarro para completar a cena e torná-la plasticamente perfeita, entretanto, como odeio o gosto do tabaco, o jeito é me contentar com o creme do chocolate quente mesmo..rsrs.
O tempo passa, a noite cai, 22 e pouco e resolvo ir para casa, torcendo para me perder pelo caminho e é exatamente isso que acontece!
Um pub na Praça Principal me chama a atenção pela música, entro e está tendo um show de Rock, sozinha, hesito em ficar, mas aí me lembro que não sei quando voltarei à Cracóvia, pego uma mesa bem no centro do pub, peço uma cerveja (diga-se de passagem a melhor que já tomei em toda a minha vida, Lech), curto o show, o ambiente e as pessoas e quando as luzes do esptáculo se acendem, volto para casa, feliz, muito feliz, exageradamente feliz por mais um dia perfeito.
E durmo pensando que tenho que retornar à Cracóvia.
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